Guia
Tom de voz: o que escrever para a IA não soar genérica
Tom, audiência e linhas vermelhas. Um checklist curto, com exemplo ruim e exemplo bom, para a memória da marca trabalhar de verdade.
A IA não “adinha” a sua marca. Ela lê o que você gravou no tom de voz. Se o campo está vazio ou cheio de slogan, o post sai genérico. Se o campo descreve o jeito real de falar, o rascunho já chega editável.
Três campos que importam
- Tom. Formal, descontraído, técnico, acolhedor. Escolha um. “Simpático, mas premium, mas jovem” vira média de tudo.
- Audiência. Quem lê o post. A dona da loja da esquina não precisa soar como uma marca de SaaS. A clínica não precisa soar como creator.
- Linhas vermelhas. O que nunca deve aparecer: superlativo vazio, concorrente, dado de saúde sem fonte, preço que ainda não foi definido.
Palavras-chave ajudam quando são concretas: “fornada”, “enxoval”, “consulta de retorno”. Evite “inovação”, “ecossistema”, “solução completa”.
Exemplo ruim e exemplo bom
Ruim: “Inovamos com soluções disruptivas no ecossistema digital.”
Bom: “A gente posta o cardápio da semana e as promoções de quarta, sem enrolação.”
O segundo texto tem ritmo, tem oferta e tem o jeito da casa. É isso que o copywriter da esteira precisa copiar.
Como melhorar depois do primeiro post
Se o rascunho saiu errado, edite antes de publicar. Não aceite um texto que você não falaria no balcão. A próxima geração usa o briefing. Com o tempo, a distância entre rascunho e post aprovado diminui.
Marcas diferentes no mesmo workspace não compartilham memória. A padaria e a clínica não se misturam.